Que tal trabalhar em Bali semana que vem? - Parte 1



Ecos do capitalismo: como o Uber e a

economia compartilhada já estão

revolucionando as empresas e sua vida

Compartilhando o barulho sem economia

Brasil, 2016. Dentro do taxi, após alguns grunhidos ininteligíveis, o motorista reclama em voz alta. Silêncio em seguida. No rádio, o repórter anuncia intenções do Uber em sextuplicarsua presença no Brasil. Isso mesmo, pretende aumentar, apesar dos Shreks por aí, de 10 mil para 60 mil sua base de motoristas, em apenas 12 meses: crescimento de 16% ao mês, em plena crise.

Economia Compartilhada, apesar de relativamente nova, já faz zum zum zum através de seus maiores expoentes nessa tendência, como o Uber, BlaBlaCar, WeWork, NetFlix e AirBnB.


Davos, 2016. Tema central do Fórum Econômico Mundial, ocorrido em janeiro, A quarta revolução industrial está diretamente ligada ao desenvolvimento da economia compartilhada.

Essa realidade é catalisada ainda mais pelo constante avanço em inteligência artificial, Big Data, internet das coisas, impressão 3D, nanotecnologia, entre outros campos científicos. Não à toa, justifica-se o forte interesse do Uber por veículos autônomos.

Avanço tecnológico e mudança no consumo,

não casualmente, são os principais fatores

catalisadores desse novo mercado.

1 - Contexto

Bilhões de pessoas com dispositivos móveis, alto poder de processamento, crescente capacidade de armazenamento e sistemas em nuvem, geram possibilidades de ação até então inimagináveis.

O universo de oportunidades (ou ameaças, depende da ótica) na economia on-demand, como também chamada, é resultado de inovações disruptivas que permitem acesso a bens e serviços com excelente experiência e, muitas vezes, menor preço, como analisado em recente relatório do Bank of America Merrill Lynch.


O acesso passa a ser mais relevante do que a posse

Temos transporte sem precisar comprar um carro. Lazer em viagem no lugar de uma casa de veraneio. Uma furadeira? Não, ter o furo feito. E por aí vai. Paco Torras, Flávia Gamonar , TAB/UOL e Grupo Virgin apresentam ricos exemplos em diferentes abordagens.

2 - Novo equilíbrio de forças

Com a tecnologia facilitando a disseminação de informação e a consequente redução no custo de transações e controles, eliminam-se barreiras concorrenciais entre grandes e pequenas empresas. Decorrência natural, portanto, pessoas físicas passarem a atuar como fornecedores.

Irving Wladawsky-Berger e Cezar Taurion, especialistas em estratégia digital e inovação, coincidentemente com origem IBM, reforçam a importância do fator confiança nessa economia:

Na economia compartilhada confiança é

quase uma moeda, originada através de uma

rede de recomendações entre fornecedores

e clientes.

Irving destaca a virtualização da confiança, transformando-a em commodity. Deixa de ser um ativo exclusivo das empresas e intermediários e passa os próprios consumidores: um Davi avaliado no AirBnB ganha status para concorrer diretamente com a rede de hotéis Golias.


Já Cezar Taurion reforça a reputação construida como um ativo: "Reputação está para o mundo digital assim como o dinheiro está para o mundo físico. Representa valor". Essa pegada digital que cada um deixa na internet (quando avalia um serviço ou cliente, opina no Facebook, dá likes no LinkedIn, posta no Instagram etc) está mudando como os indivíduos compartilham valor.

3 - Empresas atuantes no setor

O site meshing.it possui cadastro de 10 mil empresas, em 130 países.

Dessas empresas, o especialista Jeremiah Owyang compilou o infográfico Honeycomb, abrangendo as 278 mais relevantes em 16 setores.

O setor com maior concentração de empresas? Serviços de mobilidade: 29 companhias, com o Uber puxando a fila. Caso tenha interesse por conhecer e/ou acessar cada uma das empresas selecionadas, acesse o link aqui.


Leia o artigo completo aqui.


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