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Olhar para o futuro é estratégico para pessoas, empresas e países.

A DESA, divisão de população da ONU, divulgou na data de 17 de junho a mais recente projeção de crescimento da população mundial até o ano de 2.100, a WPP 2019, sendo a última apresentada há 2 anos, em 2017.



Principais conclusões


O mundo continua crescendo, mas ainda de forma desigual, partindo de 7,7 bilhões de habitantes em 2019, para 10,9 bilhões em 2100, com a África Subassariana liderando o crescimento.


Interessante notar que, ao passo que a África Subassariana quadruplica sua população em 81 anos, a Europa, América do Norte e América Latina praticamente mantém sua população similar do início ao final do período.


Como consequência do crescimento teremos um desafio para o desenvolvimento sustentável, já que o crescimento ocorrerá justamente em países com menor renda, dificultando a erradicação da pobreza, fome, má nutrição e igualdade social.




Até 2050, 9 (nove) países responderão por metade do crescimento da população mundial: Índia, Nigeria, Paquistão, República Democrática do Congo, Etiópia, Tanzânia, Indonésia, Egito e Estados Unidos.


Em 2027 a Índia passará a China e será o país mais populoso do planeta. Por outro lado, número considerável de países apresentará redução em suas populações, como o Brasil, a China e 52 outros países.


Alguns países ainda se beneficiarão do bônus geográfico (ou dividendo demográfico), quando a população economicamente ativa (de 25 a 64 anos) cresce mais do que outras faixas de idade, gerando oportunidades econômicas. Em grande parte dos países da África Subassariana e partes da Ásia, América Latina e Caribe.


A redução da taxa de fertilidade das mulheres continuará em tendência de queda em todas as regiões, com praticamente todas as regiões do mundo (com exceção da África Subassariana) apresentando valores iguais ou abaixo da taxa de reposição da população (2,1 filhos por mulher), parando de crescer ou reduzindo sua população a partir de 2050.

Com a queda nas taxas de natalidade, a migração aumenta seu peso para o crescimento das nações mais avançadas. Espera-se para a Europa, América do Norte, Norte da África, Ásia Ocidental e Austrália/Oceania saldo positivo de migrações no período (tendem a receber mais do que dar), mantendo a tendência dos últimos 40 anos (1980-2020).

O grupo etário acima de 65 anos não só não para de crescer até 2100, como demonstra tendência a continuar crescendo após este período... Já a população mundial em idade economicamente ativa (de 25 a 64 anos) deve se estabilizar até 2100, passando a decrescer em seguida.

Nos mapas abaixo vemos a tendência de envelhecimento da população por país de 1950 a 2050.




Como consequência, a pressão nos sistemas de proteção social, de saúde e de pensões só tende a aumentar, com alto risco de falta de dinheiro.


Além da atual reforma da previdência, precisaremos de reformas adicionais a cada 5 anos, para ajustar ao envelhecimento geral da população.


Dizem que os sapos, quando colocados em panelas quentes pulam fora instantaneamente, mas quando aquecidas lentamente, eles acabam não notando e morrem sem ter percebido o que aconteceu.


Precisamos cada vez mais pensar no futuro que queremos dar para nossos filhos, senão seremos nós os sapos a colocar a futura geração na panela...


Grato pela leitura e seja sempre bem vindo(a)!


Link para estudo: ONU-DESA-WPP2019

Fontes para gráficos e tabelas apresentados: DESA/ONU e Banco Mundial

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